Ao deixar o cemitério de Varsóvia, viajamos para o nordeste, em direção à pequena Ticocyn, onde outrora prosperava uma pequena comunidade judaica, com pouco mais de 2000 almas. Os judeus eram, em Tycocin, 70% da população do lugar. A aldeia era um autêntico "shteitl" próximo à fronteira com a Rússia no leste e com a Lituânia no nordeste.
Chegamos ao shteitl, e visitamos a sinagoga. Um prédio imponente, construído em 1642. Suas altas paredes de concreto branco contrastam com as pequenas e humildes casas de madeira que o cercam. Ainda hoje é possível perceber como funcionava essa próspera comunidade que ali viveu por mais de 500 anos.
Trouxemos de volta vozes de alegria e júbilo para essa sinagoga que celebrou tantos shabatot, tantos casamentos, bar-mitsvot e outras festas. Festas de Simcha Torá e Rosh Hashaná durante quinhentos anos. Cantamos e dançamos no interior desse prédio vibrante.
Já passava do meio dia e fomos à praça central almoçar. A praça central, onde fica a Igreja, fazia parte do lado não-judaico desse lugarejo no qual judeus e não judeus viviam lado a lado, não raro com atritos e ataques - que invariavelmente penalizavam o lado mais fraco - o pobre shtetl.
Trouxemos de volta vozes de alegria e júbilo para essa sinagoga que celebrou tantos shabatot, tantos casamentos, bar-mitsvot e outras festas. Festas de Simcha Torá e Rosh Hashaná durante quinhentos anos. Cantamos e dançamos no interior desse prédio vibrante.
Sinagoga de Tycocin
Já passava do meio dia e fomos à praça central almoçar. A praça central, onde fica a Igreja, fazia parte do lado não-judaico desse lugarejo no qual judeus e não judeus viviam lado a lado, não raro com atritos e ataques - que invariavelmente penalizavam o lado mais fraco - o pobre shtetl.
Indo para a Praça Central para Almoçar
Praça Central
Praça Central
De lá, fomos até o bosque de Lupochowa, nas proximidades da cidade. Fomos recebidos por finas gotas de chuva que não chegaram a nos molhar. Marchamos pela tranquila floresta até as clareiras criadas pelos nazistas e onde se encontram enterrados, em uma vala comum, todos os membros da comunidade. Em único dia, 25 de Agosto de 1941, os nazistas levaram todos os judeus da cidade até a floresta, onde foram despidos, fuzilados e atirados nas valas comuns. Em um único dia, 500 anos de vida judaica foram destruídos, sorrisos de crianças silenciados, sonhos e esperanças despedaçados.
Paramos um pouco para refletir. Ouvimos nossa guia, Raquel, que leu relatos dos poucos sobreviventes que lograram escapar dos Einsatzgruppen, os terríveis grupos de extermínios nazistas que fuzilavam e aniquilavam comunidades inteiras, enterrando-as em fossas comuns.
Chegando na Floresta de Lupochowa
Homenagem na Vala Comum
Lupochowa
Vala Comum em Lupochowa
Lupochowa
Cada vez mais nos dávamos conta de que, a despeito das calmas e sossegadas florestas dominam a paisagem do interior da Polônia, estamos diante de lugares terríveis, onde o solo ainda clama aos céus por humanidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário