quinta-feira, 23 de abril de 2015

Um Pouco Mais Sobre Hoje

A cada dia uma nova aventura. Hoje não foi diferente. Saímos de manhã para conhecer um pouco melhor Jerusalém. Nossa primeira parada foi a Tayelet, uma espécie de calçadão sem praia, um caminho delineado na encosta no bairro de Talpiot. A partir de suas veredas, nos mais diferentes patamares da montanha, pode-se vislumbrar uma das mais belas paisagens de Jerusalém, especialmente da Cidade Velha.

Aqui também pode-se aprender muito sobre a cidade, as montanhas que a rodeiam, os edifícios, as muralhas e muita história. Da tayelet é possível ver lugares tão distintos como as antigas muralhas da cidade e a moderna torre da Universidade Hebraica, dando uma ideia do contraste e da diversidade que esta cidade reúne.

Na Tayelet

Na Tayelet

Na Tayelet

Na Tayelet

O dia começou a esfriar, saíamos da primavera e começava o inverno.

Fomos então para Yemin Moshe, conhecer algumas das primeiras casas construídas fora das muralhas de Jerusalém. Aprendemos que, até o século XIX, toda a população da cidade residia dentro de suas muralhas. Do lado de fora, apenas deserto - um lugar inóspito, inseguro e sem lei. Por outro lado, a superpopulação da cidade, além de consequentes problemas de saúde pública levaram as pessoas a, sem melhor alternativa, extrapolar seus muros e assumir o risco. A solução foi construir bairros murados fora das muralhas. Este foi o caso de Yemin Moshe (assim como de Mea Shearim, por exemplo), que tem seu nome dedicado a Moshe Montefiore, o filantropo que tornou possível o estabelecimento do bairro. Os bairros cresceram em número e tamanho, até que se uniram, formando o núcleo daquilo que é hoje a cidade moderna de Jerusalém.


Yemin Moshe

Nossa próxima parada foi o Knesset (o parlamento israelense), que hoje não tem sessão devido ao feriado nacional. Aprendemos um pouco sobre a política aqui e fomos conhecer a famosa menorá do Knesset com suas inúmeras representações de cenas da história judaica espalhadas por seus sete braços.


Menorá do Knesset (repare que já é inverno)

Menorá do Knesset

Paramos então para almoçar. Nosso plano era comer no Jardim da Independência (Gan Haatzmaut), de onde poderíamos ver também as acrobacias dos aviões da força aérea em comemoração ao Yom Haatzmaut. Mas, como diz o provérbio yidish: o homem planeja e D-s ri. Começou a chover e fomos nos abrigar no Shopping Mamila e lá mesmo almoçamos. Era o auge do inverno de hoje.

Após almoçar, todos os grupos da Marcha, dos diferentes cantos do mundo, se concentraram na Kikar Safra (a praça da Prefeitura). Nós também fomos pra lá. Um pouco de música e a praça se encheu de cores e de movimentos. em alguns minutos sairíamos para marchar.


Kikar Safra

Já havíamos marchado antes, na Polônia. Já havíamos experimento a sensação de ser parte de algo maior, de estar com pessoas do mundo inteiro, de caminhar pensando no futuro que queremos construir. Mas aqui é diferente. Aqui se marcha com mais alegria, com mais leveza, com mais luz. Até o inverno resolveu ir embora. O sol deixou seu esconderijo e resplandeceu sobre nossos rostos e sobre as muralhas da antiga cidade. Começava o verão de hoje.

 
Começava a Marcha - O Sol Voltou

Em Marcha

Marchamos até o Kotel (Muro das Lamentações). Um Kotel diferente, multicolorido, cheio de juventude e alegria. Tivemos um tempo para ir até suas pedras - essas pedras que falam tanto. Conhecer Jerusalém é assombrar-se diante de tudo aquilo que um lugar pode transmitir através de seu silêncio - seus milhares de anos de história, incontáveis gerações que aqui choraram e sorriram. Dizem que há homens que tem coração de pedra (e quero acreditar que isso não seja verdade), mas sei que há uma cidade cujas pedras tem coração humano.

 
Kotel Multicolorido

No Kotel

No Kotel

Houve então uma cerimônia de encerramento no Kotel e subimos para conhecer um pouco da cidade velha de Jerusalém (para onde voltaremos amanhã). Fomos ver partes da antiga muralha de Jerusalém, descobertas em escavações arqueológicas e o Cardo, a principal rua dessa pólis no período romana, que foi recentemente renovada para que se possa entender como era o lugar há dois mil anos.


Cardo - Representação de como era a Cidade

Cardo - Representação de como era a Cidade

Pelas Ruas da Cidade Velho

Começou a esfriar. Começava o outono de hoje.

Soubemos então que os organizadores da Marcha, por causa da possibilidade de mau tempo, resolveram transferir nosso jantar e o Mega Evento que seriam em Latrun, no Museu dos Blindados para a Arena Payis, um moderno ginásio em Jerusalém. Com a mudança, tivemos o tempo de voltar ao hotel, tomar banho e sair para o evento.

Bom, que posso dizer do evento? Uma festa inesquecível! Mais uma vez estavam reunidos os grupos de todo o mundo. Jovens de todas as partes, da Nova Zelândia ao Panamá. A quadra da Arena foi palco de shows de música, percussão e diversas perfomances. Entre um número e outro, um vídeo contando um pouco sobre a Marcha era apresentado. Realmente um fim de noite para coroar mais um dia longo e cansativo, do qual iremos lembrar por muito tempo. 

Se o tempo permitir, mais tarde (ou amanhã) compartilharei alguns vídeos sobre nosso dia de hoje. Até mais.


Jantando na Arena

Jantando na Arena

Jantando na Arena

Jantando na Arena   

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